segunda-feira, 10 de maio de 2010
why I can't forget you?
why you are the protagonist in my dreams?
I don't Know,
but I know,
you don't love me.
why you kissed me?
why you said you loved me?
then you kissed her
after you killed me
after you destroyed my dreams
I don't know,
but I know
I just love you.
- kk~
Ridículo né? E o inglês então? tudo errado.
também achei.
Mas e daí?
é meu HUnff.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Joanildes.
a Joaninha solitária vai andando
tique tique pra cá e pra lá
taque taque pra lá e pra cá
tique -taque e o relógio está em greve.
A Joaninha coitadinha,
se retorce e se remexe entre a fumaça.
A Joaninha se desespera
e sobe no parapeito da janela
mas logo ela desce e tudo recomeça
tique tique pra cá e pra lá
e o relógio não se mexe.
Jardineira
No meu quarto dorme uma flôr.
Não se engane.
Não sou eu.
Toda noite no meu quarto uma flôr dorme.
Não sou eu, já lhe disse.
Tanto digo não ser eu,
que toda noite em vão tento alcança-lá.
No meu quarto dorme uma flôr,
Não se engane.
Tanto não sou eu,
que toda noite ela me regeita.
Queria poder ser essa flôr,
apenas uma noite.
Mas não, eu sou a mão suja que tenta alcança-lá,
para despedaça-la pela manhã.
Por pura inveja de sua inocência.
Sim, eu sou a jardineira egoísta do meu jardim,do meu quarto e do meu mundo.
Fim.
Há, que tosco. xD
Um poema para a foto.
(Nada de poses)
Poetas e Poesias
A onde estão os meus poetas?
Faz dias que não os vejo, faz meses que não os ouço, é que eu me perdi em mentiras, esqueci os meus sonhos, me afastei de grandes amigos e deixei os meus poetas de lado.
Ainda me lembro da última vez que vi Fernando Pessoa, ele me chamou para ir ao teatro, Fernando sabe o quanto o teatro me fascina, mas eu disse que estava ocupada demais fumando com alguns pseudo-amigos. Depois passei três dias com Vinicius de Moraes, ele começou a falar sobre o amor, esse era um dos nossos assuntos prediletos, mas eu não acreditava mais nesse nobre sentimento, pra mim tudo não passava de desejos impuros, e no meio do seu empolgado discurso eu o interrompi e disse que se amar fosse tão bom pessoas não morreriam por isso, ele se virou pra mim surpreso, e com lágrimas de decepção e tristeza nos olhos perguntou quem era eu, Vinicius queria saber aonde tinha ido parar aquela pequena que junto com ele achava "tão bom morrer de amor e continuar vivendo", mas eu, no auge da minha perdição e com o coração em neves não me importei com seus sentimentos e nem com o que falava, eu pensava pra que dar ouvidos ao que um poeta velho e morto diz? E assim concordei com Manuel Bandeira, “O que tu chamas tua paixão, é tão somente curiosidade. E os teus desejos ferventes vão batendo as asas na irrealidade”.
Depois disso eu me perdi dos meus poetas, e me joguei na escuridão, e "na treva que se fez em torno a mim, eu vi a carne, eu senti a carne que me afogava o peito e me trazia à boca o beijo maldito, eu gritei! de horror eu gritei que a perdição me possuía a alma, e ninguém me atendeu, eu me debati em ânsias impuras, a terra ficou rubra em torno a mim, e eu cai", e fiquei assim, por meses esquecida das coisas Lindas da vida, mas quem já foi feliz, nunca esquece como é a felicidade, decidi viver de novo, e desde então saio pelo mundo procurando.
Aonde estão os meus poetas?
Estrela Carente
No começo de todas essas coisas, existia apenas eu, o céu e a minha estrela. Nada mais importava.
A minha estrela era linda, reluzia como uma princesa na escuridão da noite, nem mesmo as mais grossas nuvens eram capazes de ofuscar seu brilho. Era só ela ali, nada mais. E pra mim tudo tinha sentido.
A minha estrela cuidava de mim, se uma única gota de orvalho caísse dos meus olhos ela logo descia e me abraçava para que eu parasse de chorar. Mesmo não sabendo o que era o sofrimento, eu chorava e fazia meus dramas costumeiros só para sentir seus braços.
Mas com o tempo, foram chegando outros pequenos brilhos. Pra mim ainda insignificantes. Só que esses brilhos foram crescendo, e aos poucos se transformaram em estrelas também. E eu vi que elas tinham algum tipo de beleza, uma coisa meio mística. A minha ainda era a mais bonita, mas as outras começaram a me chamar atenção.
Porém, chegou um dia em que eu, que tinha os olhos apenas em uma, comecei a admirar outras tantas, e pouco a pouco fui esquecendo a minha querida.
Eu já nem chorava mais, queria pular entre as nuvens e brincar de cair. Era tão divertido.
A minha estrela, sozinha num canto, percebeu que não poderia fazer mais nada. Ela começou achar que não era mais a única, e tampouco a mais bela. E então resolveu virar estrela cadente e cair em terra de pessoas descentes.
Eu nem me importei, afinal, eu tinha uma constelação todinha só pra mim. Mas um dia veio uma nuvem densa que cobriu todas as luzes de todos os corpos celestiais, e de repente finalmente percebi que sem a minha estrela eu ficaria no escuro. Já era tarde demais. Ela tinha ido embora. Eu não sabia o que fazer.
Pedi para que pássaros me ensinassem a voar para eu ir atrás do que realmente me importava. Mas de nada adiantou. Sempre que eu chegava perto, a minha estrela, que não era minha, pegava carona em outro meteoro e ia para terras mais distantes.
Confesso que fiquei um bom tempo voando sem parar, mas meus braços, que não eram acostumados com tais atividades começaram a se cansar, e eu percebi que era hora de ir pra casa, e esquecer a estrela que me esqueceu.
Chegando ao infinito (meu lar), eu me senti ofuscada. Já não agüentava mais tanto brilho. Era tão bom quando eu tinha apenas uma estrela. E então, comecei a mandar todas irem embora, chega de estrelas que me ensinam cair, já estava cheia de hematomas.
Agora meu céu está vazio. Ás vezes passa por aqui um ou outro cometa, mas logo vai embora. Eu não tenho mais esperanças que a minha estrela retorne, talvez, pra ela, seja melhor conhecer outros universos, com outras pessoas, e de caráter melhor, que não vão abandoná-la por qualquer vaga-lume.
Minha vida ainda não tem sentindo, mas uma coisa é certa: quando aparecer uma estrela por aqui lhe vou servir um chá e logo ensiná-la a voar, para que, juntas, conheçamos outras galáxias.
