quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Pote de Azeitonas.

Numa noite chata e solitária (como sempre),
eu resolvi me distrair comendo as azeitonas que a minha mãe havia comprado na véspera(não, esse não é o nome de um mercado).
Feliz da vida fui até a geladeira e peguei o meu potinho de azeitonas, crente de que iria abri-lo ao simples toque, e qual foi a minha supresa? O maldito pote não abria de geito nenhum, por mais força que eu fizesse. Confesso que até o momento a vontade de comer as azeitonas nem era lá essas coisas. Mas depois de ser intimidada pelo pote eu fiquei louca para comer aquelas coisinhas verdes, e parecia que cada minuto que eu passava tentando abrir o vidro, mais as azeitonas ficavam deliciosas, a sensação era como se eu não comesse a semanas, tão grande era o meu desejo de devorá-las.
No meio da minha luta versos potinho, eu reparei que na tampa continha pequenos orificios espaçados, na hora nem liguei pra aqueles buraquinhos idiotas. Só achei que fosse mais um artificio do pote para me distrair e não abri-lo. Sim, eu já estava levando pro lado pessoal.
Depois de uns bons vinte minutos que estava naquela função, eu resolvi me render. Contra os meus príncipios, é claro. Mas eu não aguentava mais ficar olhando as azeitonas saltitando dentro do pote, como se estivessem comemorando o fato de eu não come-las. Logo, peguei o pote e sai bufando do meu apartamento em direção a portaria, nada melhor que um porteiro legal nessas horas né? Ao entregar o pote, eu esperei a mesma cena que eu havia feito na cozinha do meu apartamento. Estava só vendo a hora que o porteiro ficasse verde de tanto fazer força. Mas para a minha surpresa, ele se curvou para tirar de dentro de uma gaveta uma pequena faca. No momento eu achei que ele estava ficando insano. Tudo bem que eu estava pê da vida com o pote, mas poxa, mata-lo era demais né?! Mas antes que eu pudesse protestar contra o assassinato, ele simplesmente enfiou a faquinha em um dos orifícios da tampa, e depois girou a mesma(a tampa, não a faquinha) como se fosse a coisa mais simples do mundo. Eu juro que fiquei horrorizada quando descobrir que os malditos buraquinhos poderiam ser usados para tirar a pressão que a tampa exercia no vidro. E eu fiquei tão desconcertada por não descobrir os segredos de um potinho que simplesmente virei as costas e voltei pro meu tédio solitário.
Deixando as azeitonas de presente pro José.

Moral da história: Nunca subestime os pequenos detalhes. Você pode perder a fome. ^_^

3 comentários:

  1. Eu juro que eu pensei em enfiar a faca nos seus orifìcios, mas a moral foi legal. Beijos chuchu.

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  2. Odeio isso! Quando o pote fica impossível de se abrir, torna-se um desafio, e só aí o prêmio ganha sabor

    kibe :3

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